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Mendes Wood DM tem o prazer em apresentar pela primeira vez a exposição da artista mineira Lotus Lobo na galeria. Gravadora e desenhista, Lotus é um dos nomes pontuais da litografia no Brasil. 
No ano de 1962 a artista inicia o curso de Belas Artes na Escola Guignard, se aprofundando em Litografia no ano seguinte. Ao descobrir uma coleção de matrizes litográficas com rótulos de produtos de antigas indústrias mineiras, Lotus desenvolve uma série de gravuras nas quais imprime essas marcas em materiais transparentes. 

A pesquisa de Lotus Lobo atravessa diversas técnicas e suportes dentro do processo litográfico. Uma questão central de seu trabalho é o resgate de marcas litográficas industriais. São desenhos de antigas marcas de produtos – manteiga, balas, biscoitos, fumo, banha – passando por experimentação de diferentes materiais, tais como o plástico, acrílico, a folha de flandres e intervenção nos rótulos dos produtos. 

Como sequência deste processo de estudos, Lotus revela uma fase mais intimista e formalista em seu trabalho, que passa pelo abstracionismo, resultando em trabalhos realizados através das superfícies de pedras litográficas. 

Muito além de um resgate das imagens esquecidas na litogravura dentro da indústria brasileira, a série da Estamparia Litográfica, que reúne impressões em caixas de papelão, papel cartão, papéis de embrulho, se utiliza de ícones comerciais que não existem hoje em dia. Como Ready Mades, motivam a preservação de um objeto, mas a ressignificação historiográfica do mesmo no contemporâneo. São referências da Memória da litografia industrial sedimentadas em camadas sobre suportes diversos por vezes embalagens de produtos atuais.

Pesquisando novos recursos de forma e composição alinhados a princípios abstratos, a artista desenvolve trabalhos de gravura modulares, em dípticos, trípticos ou mesmo sequências mais longas da mesma forma impressa, que incorporava em muitos casos os valores da gestualidade na mancha. 

Lotus Lobo participa da Bienal de São Paulo, Bienal de Tóquio, Salão de Campinas, de Belo Horizonte, Arte-Agora (MAM/RIO), e numerosas exposições no Brasil e no exterior. Em 1970, obtém o prêmio Maior (bolsa de estudos na França) no IV Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte.

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