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S Título C Amor From Me To U

05/04 2014 – 03/05 2014


Adriano Costa é múltiplo. Tem um tanto de Adrianos Costas dentro do Adriano Costa. Tô falando de como a obra do Adriano se dá no mundo. Dá até vontade de dizer anárquica, mas isso seria impreciso. A anarquia aqui está na aparência. Essa é a impressão errônea que tenho do trabalho do Adriano. O trabalho é emoldurado pela arquitetura. Tem limite claro e pragmático. Adriano é externo a ele. Esse é o Adriano construtivista. Ah! Doces construtivistas, nós te amamos. Fingers up!

O Adriano é externo a ele, já que a forma da flanela sugere o lugar onde ela(e) está: a arquitetura, a galeria, os visitantes especializados e os visitantes curiosos, e claro, estar ali só como desenho de um galho na parede. A própria forma da flanela sugere a cor. Ela é laranja! O Adriano interno, nessa conversa ao pé da orelha com seus objetos, tipo um DR do bem, forma a plástica e o humor. Como banda punk que se rebela contra tudo mas está só se divertindo, as obras dos Adrianos Costas são impregnadas de ironia e prazer. O amor platônico e físico estão no título da exposição: s título c amor from me to u. 

Avesso a mídias específicas, os trabalhos do Adriano podem aparecer nas mais diversas formas e configurações e, principalmente, materializarem-se a partir de qualquer coisa existente. A liberdade aparentemente anárquica do Adriano, passa por chupar os objetos e as pegadas estéticas que os Adrianos encontram por aí. Ao invés de pré concebida, a obra se realiza no presente. É a pegada do jogo alegre com os fatos que estão colocados. Como se o Adriano perguntasse, OK, topo fazer, mas quais são as limitações? Como diria o cineasta Claudio Assis – tome e receba. É nessa troca amistosa que está o erótico na obra do Adriano.

Por isso as linhas na parede. São dedos a desenhar pequenos quadros infantis de amor. com coração, templo, chãos, e tanto de dedada na parede. nada mais a comentar. 


– Ricardo Sardenberg 

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