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A relva está cantando

11/04 2015 – 23/05 2015


Curated by The Modern Institute
Luke Fowler, Eva Rothschild, Hayley Tompkins, Sue Tompkins and Richard Wright 

The Grass is Singing (A relva está cantando) faz referência ao poema de T. S. Eliot Waste Land (A terra desolada), de 1922 e, subsequentemente ao romance da década de 1950 de Doris Lessing. O poema de Eliot mistura antigos mitos e representações da sociedade contemporânea, estabelecendo uma justaposição entre uma paisagem árida e um espaço murado. O poema segue por mudanças bruscas e surpreendentes de narrador, espaço e tempo, e combina umavasta e dissonante gama de culturas e literaturas. Tal padrão de dicotomia dá-se na exposição, que reúne trabalhos de Luke Fowler, Eva Rothschild, Hayley Tompkins, Sue Tompkins e Richard Wright. Com a curadoria do The Moder Institute, The Grass is Singing representa a consolidação de diferentes vozes e ideias, bem como um intercâmbio entre diferentes lugares do mundo.

A exposição na Mendes Wood DM, em São Paulo, representa a primeira parte do intercâmbio entre as duas galerias, com o contraponto da Mendes Wood DM expondo no Modern Institute em Glasgow, em outubro de 2015.
 Cobrindo a galeria, Richard Wright produziu um novo mural que cobre a fachada externa do Galpão da Vila Romana, derramando-se para dentro do espaço interno. Cartazes pintados à mão, colados às paredes são efêmeros e temporários por natureza. Interpretam a arquitetura do espaço, transformando o edifício em uma obra e tornando a pintura perceptível, como uma experiência espacial.




Sue Tompkins coleciona frases, palavras e letras de música encontradas. Por suas obras datilografadas e faladas ela reapresenta fragmentos de materiais coletados no dia-a-dia, distorcendo seus significados pela mensuração de sua configuração e apresentação. Sua obra combina estrutura e forma física e vocalizada, transferindo aspectos de performance como ritmo, andamento e composição para a galeria através de trabalhos bidimensionais.


Para The Grass is Singing, Tompkins mostra uma seleção de novas pinturas e trabalhos de texto sobre papel jornal. Na noite de abertura da exposição Tompkins apresentará a performance Orange Brainwash Tribute ao vivo, no espaço da galeria. Na obra de Eva Rothschild os valores formais do modernismo e suas ideias de utopia são invertidos. A história da arte abstrata do século XX é desconstruída por suas instalações e, através do materialismo de seus objetos, elas tornam-se questionamentos a respeito de como nós humanos desenvolvemos estruturas (tanto físicas quanto metafóricas) para sustentar nossos valores. 


Rothschild consegue apresentar sensação, memória, percepção, idiossincrasias pessoais e diversas tradições culturais através da transformação de materias do cotidiano em artefatos de natureza diferente.

Uma eloquente admiração das culturas antigas pode ser percebida através das referências da história da arte das civilizações egípcia e romana, bem como do minimalismo e do construtivismo. Dentro da exposição, Rothschild apresentará quatro esculturas, com combinações de materiais, cores, formas e volumes carregadas de tensão.
 Para The Grass is Singing, Hayley Tompkins produziu objetos pintados que transformam coisas familiares do cotidiano, como facas, martelos e peças de mobiliário. Sua obra articula a relação entre forma, tato e função de um objeto. Através de assemblages criadas intuitivamente com tecido, aparelhos tecnológicos, objetos prontos adaptados e outros materiais pintados, Tompkins procura encarnar uma pessoa interagindo com seu meio-ambiente imediato, atravessando diversos pensamentos, ações e desejos.



A obra de Luke Fowler explora os limites e convenções de filmes biográficos e documentários. Trabalhando com imagens de arquivo, fotografia e som, as colagens fílmicas de Fowler apresentam retratos de figuras controversas, incluindo o Psiquiatra escocês R. D. Laing, o compositor inglês Cornelius Cardew e o historiador marxista EP Thompson. Dentro da exposição, será apresentada a video-instalação Composition for Flutter – resultado de uma colaboração entre Luke Fowler e Toshiya Tsunoda, que foi filmada e concebida em Yokohama.

O filme retrata uma série de objetos que foram colocados em locais aonde Tsunoda passou boa parte de sua vida profissional fazendo gravações de sons, e podem ser vistos como medidores das condições dos locais em que foram filmados. 

As imagens também empregam técnicas ilusionistas como profundidade de campo, representações macro e 3D, que colocam o expectador num estado de incerteza com relação à autenticidade das imagens. Intervenções adicionais (o uso de cronômetro, fio amplificado, ventiladores, luzes e uma leve tela) são introduzidos na video-instalação, acabando com a possibilidade de uma experiência cinemática tradicional. 
Estão também presentes na exposição trabalhos da série fotográfica de duas imagens compostas Fowler, que desenvolveu-se com o uso de uma Olympus Pen F da década de 1960 – uma câmera de half-frame. Acatando o papel que o acaso tem na produção das composições, Fowler vê a série como um tipo de pesquisa visual – um caderno de anotações de reuniões e encontros com amigos e estranhos, de eventos e momentos, da produção de espaço pessoal e profissional, de fenômenos climáticos e cotidianos – das condições da realidade material.

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